Bruno do Flamengo fez cinco defesas, uma delas cinematográfica, voando e encaixando a bola no alto, para depois ainda voar mais um pouco antes de cair firme com ela no chão. Um tapa no canto direito de sua meta em um chute de longe no segundo tempo. Uma falta bem espalmada ainda no primeiro tempo no canto esquerdo baixo e uma espalhafatosa defesa em chute no meio do gol no segundo tempo. Porém, o que vai ficar para a história é o frangaço a la Waldir Perez 1982. Podia ter dado o título ao Botafogo. Renan do Botafogo, deu um tapa ridículo numa bola difícil até, mas que não merecia um tapa tão feio. No terceiro gol, acho que poderia ter ido no cruzamento e não na conclusão.

Michel do Juventude também levou o seu frangaço em falta cobrada de longe no canto do goleiro. Ele deu os famosos passos para o lado da barreira e quando voltou, o chute fraquinho pelo alto entrou como se rouba doce de criança. Não saiu em pelo menos três bolas que acabaram em gol. Parece que estava com medo de trombar com Fernandão. Parecia colado no chão. E ainda leva um gol de penalti batido para humilhar goleiro. Cai no chão e ela entra devagarinho, devagarinho pelo alto no meio do gol. Clemer fez uma defesa no canto direito muito boa e ainda bateu o penalti. É um goleiraço.

Por último ficou o comentário sobre o excelente Marcos. Uma saída logo no início como eu vejo pouco. Com coragem e determinação evitou um escanteio socando com as duas mãos uma bola no alto e no canto esquerdo da área. Depois saiu no abafa numa entrada pela direita do seu gol e deixou a bola bater no seu corpo. No segundo tempo uma defesa de cinema. Chute colocado no ângulo esquerdo por cobertura. Ele voou de mão trocada para trás para dar um tapa para escanteio. Marcos é o goleiro do primeiro semestre. Não teve para ninguém. Aranha não fez nada. Uma defesa de tapinha num chute cruzado rasteiro da esquerda para sua direita. Defesa boa. Porém, não podia levar o gol do Valdívia daquela distância numa final em que se espera um goleiro inspirado.

Empada de frango da padaria da Piaui com Itambé. (a melhor que já comi na vida - nada de massa molenga nem tampa que descola da base - recheio esplendoroso).
 
Fábio Costa fez uma defesa cinematográfica ontem contra o Cucuta na Vila. O toque dado por cobertura pelo atacante cucutense foi desviado com um tapa depois de um vôo sensacional do goleiro santista. Ele que às vezes é espalhafatoso, dessa vez fez o necessário e evitou o que seria o gol de empate. De resto não trabalhou muito. Já o goleiro do Cucuta lembrou o lendário Fillol pegando bolas ajoelhando-se no chão e prendendo-as contra o chão. Esse é o melhor jeito para tomar frangaço. Os críticos chamavam isso de "boa colocação" e eu chamo de falta de técnica.

O fim de semana pode fazer o nome de muitos goleiros. Espero mais do Bruno e do Castillo no Rio, espero um Juninho menos nervoso no Mineirão na tarefa impossível do Galo contra a Raposa, espero um Marcos garantindo o título em São Paulo e um Aranha e um Fábio falahndo no Parque Antárctica e no Mineirão. Michel e Clemer devem fazer boa partida no Sul, como já fizeram no primeiro jogo. Aliás, o Michel fez uma defesa numa cabeçada à queima-roupa, que vale a pena conferir.

Mostarda escura misturada a molho de pimenta vermelho sobre Fandangos sabor presunto.

Hoje é Dia do Goleiro. Um milico criou o Dia do Goleiro na volta da Copa de 74. Não sei mais onde vi essa informação, mas pode conferir.

Mariones falou que lembra do pai dele comentando goleiros lendo esse blog. Mande uma história do véio, Mario.

Na Placar desse mês saiu mais uma pérola sobre o meu Juventus. Oceania foi o primeiro goleiro no Brasil a marcar gol. E não foi no estilo Rogério Ceni (erra penalti manda voltar até marcar). Foi de área a área. E o Oceania só soube que tinha marcado o gol quando os companheiros vieram para cima dele. E ele disse: "o que foi?" e os caras: "Gol!" e ele "De quem?" e os caras: "Seu!" Esse era o futebol. Coisa linda. Foi num jogo entre Juventus e São Bento, se minha cabeça não estiver me sacaneando.

Caipiríssima de limão com maracujá.

E o Bruno do Flamengo, que na única bola que foi em seu gol fez uma bela d'uma cagada, acabou saindo como herói marcando um gol de falta no fraquíssimo goleiro do Bolognesi. A cagada do Bruno saiu numa bola cruzada que caiu no bico da pequena área e ele não foi interceptar. O cara cabeceou no peito dele, que não conseguiu segurar, e que depois com muita coragem se atirou aos pés do atacante e ficou firme com a bola. O pobre cabeludo do Bolognesi largou todas as bolas que foi no seu gol. Todas. Parecia jogador de linha substituindo goleiro expulso. Para finalizar toma um gol de bola atrasada no canto dele na falta chutada por um goleiro.

Rogério Ceni tomou outro frangaço, desta vez contra o Nacional da Colômbia. Para sorte dele o bandeirinha fez uma cagadaça e anulou o gol. Uma falta cobrada do meio da rua, Rogério soltou bizonhamente na pequena área e no rebote os caras empataram o jogo. Bandeirinha amigo anulou o gol.

Pé-de-moleque feito com gergelim no lugar do amendoim.
Marcos brilhou muito contra o São Paulo. O campo molhado instigou os atacantes sãopaulinos a chutarem de fora da área e Marcos fez defesas perfeitas para a esquerda e para a direita em bolas que vinham quicar quando estavam próximas do gol. Na maioria dos lances foi com as duas mãos na bola, jogando para a lateral da área com consciência. Para completar a mais sensacional de todas as defesas veio num levantamento de Jorge Wagner direto para o gol. Marcos ia saindo e voltou para dar um tapa de mão trocada no ar. Saiu várias vezes lá no alto no meio da grande área com perfeição. Encaixou uma bomba à meia-altura do lado esquerdo do gol com uma técnica brilhante caindo com a bola no peito. Bateu tiros de meta sem erros de passe. Porém, ainda falha no estilo Fábio Costa quando dá chutões em bolas que podem ser defendidas com as mãos. Ontem fez isso duas vezes. Numa delas a bola bateu em Jorge e foi para a linha de fundo. Podia ter ido para o meio da área. Na outra foi ainda pior. Chutou no corpo do seu defensor Leandro e quase viu a bola entrar por cobertura. Ganhou o jogo com defesas brilhantes, mas poderia ter perdido se não fosse a sorte nos chutões.

Rogério Ceni foi um fiasco. Tomou um dos maiores frangos da história do São Paulo e não admitiu o erro. Já é o terceiro campeonato que Rogério dá para o adversário. Em início de carreira tomou um gol no meio das pernas contra o Corinthians em uma final, entregou bobamente a Libertadores para o Internacional soltando um cruzamento de pelada, e ontem leva esse frangaço. Para piorar deu chapeleta no Alex e depois deu tapa na cara do Valdívia por ter sido humulhado de novo pelo chileno. Se não quer ser humilhado, não humilhe. Eu acho que ambos têm que mostrar o que sabem fazer de artístico no futebol. Minha crítica é em relação a reação de Ceni contra o Valdívia, já que ele também fez gracinha. Ceni tem que chapelar e Valdívia tem que dar olé e fazer golaço.

Aranha foi sensacional contra o Guará. Duas defesas de espalmar e pegar o rebote. Um penalti bem defendido e sem culpa no gol. A primeira defesa que gerou pegar rebote pode ter sido falha, mas o espetáculo das demais acabou apagando o erro. Aranha é irregular. Fez bobagens durante o campeonato. Mas não há dúvida que vai ser de arrepiar o duelo Marcos x Aranha nas finais.

No Rio uma final ridícula. Nenhuma defesa. Nenhuma defesa dos goleiros cariocas. Castillo (uruguaio que vou chamar de carioca, enquanto jogar no Rio) continua uma incógnita. É espalhafatoso, falastrão, sai com perigo muitas vezes e ainda não vi fazer um grande jogo. Fernando Henrique tem mais frangos do que defesas na carreira. Uma final às vezes cria um novo astro do gol, como foi com Aranha contra o Guará, mas no Rio nem uma defesa sequer pudemos ver. Agora é esperar o duelo Castillo x Bruno para ver se sai jogo no gol. Minha aposta é no Bruno jogando mais, porém com o Botafogo saindo campeão. espero estar errado.

Gelatina em estado semí-líquido - semi-sólido. 
Os clássicos do domingo em São Paulo e Rio tiveram duas atuações sensacionais. Bruno do Flamengo e Rogério Ceni do São Paulo. Bruno saiu injustamente derrotado, pois fez duas defesas sensacionais e já vinha de uma grande partida contra o Cienciano do Peru pela Libertadores. Rogério fazia algum tempo que não aparecia bem assim. A primeira defesa de Rogério foi num tiro de fora da área. Uma bola chutada de bico que apareceu de repente na frente do Rogério. Observe que o lateral abaixa a cabeça na hora que a bola chega nele. Somado a isso, o chute vem do lado em que está o sol. Rogério estica os braços e tenta socar a bola, mas a bola bate sob o punho e cai perto dele. A segunda defesa, ainda mais sensacional, vem depois de um chute de bico de Diego Souza à queima-ropua. Rogério estica o braço antes do chute para cobrir o ângulo e depois do chute ele ainda dá mais uma esticadinha, o suficiente para salvar o gol e levar o São Paulo à vitória. Marcos podia ter esperado um pouco antes de cair no segundo gol de Adriano.

Pastitex fritos em casa.


Utensílios personalisados - Bar do Custódio (Lavras/MG)


Picanha, tomates e fritas cobertos por queijo - Bar do Custódio (Lavras/MG) 

 
Detalhe do prato acima - Bar do Custódio (Lavras/MG)


Placa do Bar do Deti - (Lavras/MG)


Costeleta de porco, tomate e mandioca da roça - Bar do Deti (Lavras/MG)

Mais uma vez a gastronomia deixa o futebol em segundo plano.
 
Senhoras e senhores, vocês não foram a Santos se estiveram lá e não comeram pastel no Bar do Toninho. É só isso que tenho a dizer. Sabe aquela história de que quem vai à Itália e não vê o papa (com letra minúscula mesmo) e blá blá blá...? Pois é... Se foi a Santos e não foi no Toninho...
 
O Pastel (esse sim com letra maiúscula) tem o tamanho de 1/4 do pastel de feira. Porém, com mais recheiro do que o pastel de feira. O Pastel praticamente não tem ar. Só recheio. Outra maravilha: o Pastel fica lá pronto e é servido imediatamente ao pedido. E está quente e crocante. Gente, é uma loucura de bom. O meu preferido é o de queijo, claro, mas tem de camarão e de bacalhau. Lotados de recheio.
 
Sugiro que algum vereador santista se digne a fazer algo que preste e proponha um projeto para alterar o nome da cidade para "Toninho". Se não der certo, que tombem o local (os locais, porque tem o Bar do Toninho 2), para que não haja a possibilidade de demolição do abrigo do Pastel.
 
Os frangos de Felipe (Corinthians) e Marcelo (Juventus) que, tentando antever as coisas, tomaram gols em bolas que acharam que seriam cruzadas e foram diretas para seus gols. Os gols eliminaram seus times do Paulistão e da Copa do Brasil, respectivamente, entre quarta e domingo passados.
Estive em Lavras-MG no último final de semana e a gastronomia vai tirar o espaço dos goleiros esta semana. 

No hotel a indicação foi de bares no único Shopping da cidade. O atendente disse que fora do Shopping não tinha nada além dos postos de gasolina, febre que não se resume ao povo de SP. No Shopping a solução foi o Bar do Custódio. Sinta só: picanha fatiada coberta com batata frita, pimentão e queijo derretido. Tudo em cima de uma chapa de ferro fervendo. Fala sério. Isso tudo regado a Brahma servida na jarra. É isso aí, servida na jarra. Não foi ruim, não.

No dia seguinte a indicação foi pedida ao organizador de eventos, Berin (apelido para o nome que, na real, é Beringela). Aí sim. Com a cara e o jeito de butequeiro não se podia esperar indicação melhor. O bar do Deti.

O Bar do Deti ostenta a placa "A minha família para servir a sua". O cara, um gordinho baixinho de cara vermelha com 29 anos de experiência em boteco, vai logo dizendo que tudo ali vem da roça e que... "A cerveja tá trincando de gelada." Essa foi a segunda frase que ele encantadoramente disse, e que era a mais pura verdade. Enquanto foi mandar fazer a porção de filet de frango disse "O esquema aqui no butiquim, é assim" e bateu com o abridor duas vezes no copo. "Se precisar de mim, é só bater assim no copo que eu venho." Não foi preciso nenhuma batida. A cada 5 minutos ele aparecia para checar. "O Cliente tá gostando da cerveja? Espera só até ver a mandioca que vem com o franguinho. Derrete na boca." Mais uma vez ele não mentia. A porção de frango veio dividida com uma generosa porção de mandioca cozida e coberta com tomates... Gente do céu!

Devorada a porção de frango foi a vez da costeleta de porco. O saber se assemelhava ao sabor do bacon, porém com a maciez da costeleta. Também acompanhada de mandioca e coberta de tomate e regada a Skol e Brahma trincando o tempo todo. Na saída o espetacular Deti reclamou: "O Cliente já vai? É cedo." Não cabia mais nada.

A excelente partida do goleiro do Fenerbache contra o Chelsea, quarta passada.
 
 
Tem uns caras que parece que eu pego no pé, né? Mas se vocês prestaram a atenção no Fabio Costa ontem contra o Corinthians, vocês vão ter que concordar comigo. O cara fez duas grandes defesas. Uma cabeçada num escanteio em que a bola bate no chão e vai passando por cima dele. Depois em um chute de fora da área em que ele tinha a visão encoberta e cheio de técnica sobe para dar um tapinha para escanteio. Defesas brilhantes, apesar da pose exagerada. Ele se contorce todo no ar fazendo parecer que foi muito mais difícil do que realmente foi. Mas até aí tudo bem. É a firula do goleiro para engrandecer o a estética do espetáculo. Minha crítica continua no uso dos pés. Não é possível que ele não treine isso. Deu uma canelada numa bola que ficou ali girando na intermediária prontinha para ser roubada e levada à gol. Mas o que ainda é pior do que tudo isso é o chutão desnecessário. Ontem uma bola vinha paralela à linha de fundo no lado esquerdo do gol dele. Dois zagueiros protegiam o lance. Ao invés de pegar a bola com as mãos, Fábio Costa dá um chutão. A bola foi para lateral. O lateral foi cobrado na área e virou um escanteio. O escanteio, para sorte de Fábio Costa, não deu em gol. Mas a bobagem é dar o chutão quando se pode sair jogando tranquilamente, e criar até um contra-ataque com chance de gol. E o Fábio Costa é o rei desse chutão desnecessário.

Domingos do Santos tinha que ter sido expulso no primeiro lance que participou. Depois tinha que ter sido expulso na cotovelada que deu em lance seguinte. Depois tentou fraturar o tornozelo do Dentinho, mas só conseguiu tirá-lo de campo e por isso foi parabenizado com um cartão amarelo. Daí sossegou. Já tinha tirado quem joga bola de campo. O árbitro (se é que se pode chamar aquela cortina de velório de árbitro) conseguiu fazer brilhar a violência ao invés do bom futebol. O péssimo Sálvio teve medo da cara feia do Domingos. Se cagou com ele. É um cuzão de marca maior. E assim o futebol vai morrendo nas entradas grosseiras de Domingos, Taylors, Malaquias, etc, etc, etc...

Arroz branco com ovo frito.
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