Outra partidaça do Magrão pelo Brasileiro. Contra o Santos o goleiro do Sport fez três defesas difíceis em bolas de longa distância. A primeira em chute de Kleber Pereira. Bola que podia tê-lo encoberto, mas com técnica Magrão subiu e desviou de ponta de dedo. Em outro lance, falta cobrada por Domingos em seu canto direito baixo, não se deixou intimidar pelo toque da bola no gramado/areia da Vila e rebateu as duas mãos com segurança para escanteio. A última em chute longo cruzado no segundo tempo, voou com as duas mãos para tocar para fora chute de meio-campista santista. No gol nada pode fazer. Neymar deu uma canelada na bola e isso matou o Magrão. A bola subiu e foi cair na cabeça do atacante que tocou entre Magrão e a trave.

 

Douglas, substituto de Fábio Cost,a foi muito bem também. Pegou duas bolas em puro reflexo que garantiram a vitória do Peixe. Na primeira um toque do atacante, que foi quase um desvio, fez com que a bola fosse ciom muita velocidade em direção ao gol e Douglas pulou para trás para espalmar. A outra defesa veio no segundo tempo. O experiente Fabiano (ex-São Paulo) entrou sozinho com a bola dominada e tocou no contra-pé de Douglas que com reflexo e mobilidade conseguiu tocar para escanteio caindo para o lado esquerdo, no seu contra-pé. Uma defesa muito mais difícil do que pareceu ser.

 

Panetonne com maionese ou margarina

 

 

 Ganhei esse sêlo, mas não sei como colocá-lo, então colei e copiei aqui... A mãozinha até parece com uma luva de goleiro.

 

O futebol é insuperável mesmo. Os dois jogos dessa semana se definirem exatamente do mesmo jeito é fascinante. Os dois gaúchos caíram com dois empates em suas casas, após saírem perdendo por 2x0. A grande diferença foi a participação dos goleiros. Um jogaço entre Lauro e Felipe (Lauro cada dia melhor), e um jogo com nada de Vítor e com um  Fábio de sempre: alternando uma defesa impossível com um frangaço. A final esperada por mim entre Andujar e Vítor não acontecerá. Veremos um grande Andujar contra um inconstante e fraco Fabio. Uma pena.

 

Felipe já lidera a Bola de Ouro da Placar. Pode repetir o feito de Rogério Ceni do ano passado e, mais uma vez, no país do futebol, o craque do ano será um cara que joga com as mãos. Como diz o Thiago do noninhodacoruja.blogspot.com o Felipe está acima de vários goleiros estrangeiros. E põe "vários" nisso. O duro é que é quase 100% certo de que não o veremos mais em ação a partir de agosto, pois o Benfica deve levá-lo mesmo.

 

Fábio pode crescer muito na final da Libertadores, mas é improvável. Os dois frangos que levou em chutes de looooooooooooooonga distância de Souza nessas semifinais, não deixam dúvida de que o duelo já sai com grande vantagem em favor do argentino Andujar. Andujar vem se firmando no gol da seleção e espero um confronto magnífico no 05 de setembro próximo entre Júlio César e ele em Buenos Aires em jogo que pode definir a ida do Brasil à Copa e o calvário da Argentina nas últimas rodadas das eliminatórias. Los hermanos correm o risco de ter que disputar a repescagem com a Oceania de novo.

 

Doritos sabor Sweet Chili (Pedro, sua observação sobre o nome da Padaria foi perspicaz mesmo meu rapaz. Passei a gostar ainda mais dela. Pizza de balcão da Deola, ex-goleiro juventino Deola, hoje no Palmeiras)

E o Muñoz do Nacional do Uruguai está calando minha boca. Ele não é um goleiro com técnica, mas está levando seu time cada vez mais longe na Libertadores. Ontem fez uma bela partida contra o Estudiantes do grande Andujar. Fez até uma dupla defesa em duas pauladas de dentro da área e outra espetacular aos 43 do segundo tempo. Seu time perdeu só de 1x0 e agora vai com certa tranquilidade decidir em casa quem vai pegar o brasileiro na final.

 

Júlio César também calou minha boca, que tinha proferido a bosta de que ele não vinha fazendo uma boa Copa das Confederações (mas não vinha mesmo). Ontem foi esplendoroso. Fez o que se pode chamar de milagre ao dar um tapa em uma bola que havia sido desviada em Luizão, e que ia bater na sua trave esquerda. Inacreditável como ele se recuperou e como voou para tocar naquela bola. Outra coisa impressionante foi como “ele está” em todo lance. Em dois chutes perigosos ele voou e não chegou na bola só porque a bola não foi no gol, porque se fosse ele teria tirado. Pelas imagens em câmara lenta você percebe como ele chegou até o limite de onde a bola, se ali passasse, entraria se aquela mão não estivesse lá. Em outros dois lances ele voou e “tirou a mão” quando percebeu que a bola ia para fora evitando ceder escanteio desnecessário. Ele está tão bem que está se dando ao luxo de ir na bola e saber se deve ou não tocar nela, quando está no alto, percendo onde ela vai passar. Prestem atenção nisso nos replays em câmara lenta por trás do gol.

 

Eu ainda não tinha visto esse Khune da Africa do Sul jogando de forma tão ativa. Ele me impressionou muito pelo fato de não rebater a bola. Ele encaixou quatro tiros no gol dados por Luís Fabiano, Kaká, Ramires e André Santos. Só que não foram tiros no seu peito ou na barriga ou no ventre ou entre as pernas. Foram tiros laterais, em que ele fez ponte para pegar, sendo que o último deles, no chute de Kaká, foi no canto esquerdo baixo e ele segurou também,. No lance do gol é legal observar como ele não se mexe antes do Daniel bater na bola. Dá para ver na câmara do chão que fica atrás do Daniel, que ele só sai do chão quando a bola é chutada. E só não pegou por muito pouco . E uma falta batida dali naquela altura do jogo, quase sempre, mas quase sempre mesmo, nos mostra o goleiro dar um passinho ou a menção de um passinho para um lado ou para o outro antes da definição do batedor. Ele foi tecnicamente perfeito e só saltou na definição da batida. Só não pegou porque o Daniel acertou de um  jeito que só vai acertar de novo em outra vida. Vamos ver se ele não segue o destino de outros africanos que fizeram história, mas que se deixaram levar pela força da fama e passaram a ser frangueiros por tentarem ser espalhafatosos demais. Como eles são mais leves e mais ágeis a tendência à espalhafatar é maior do que a dos goleiros dosdemais continentes.

 

Peixe com fritas do Drake’s Pub

Casillas e Howard. Deu Howard. Que surpresa… Casillas ainda falhou no primeiro gol. Caiu para o lado esquerdo antes do chute do americano e aí não teve como voltar. Howard fez um jogo sem falhas. Ele jogou muito simples. Socou bolas que achou difícil agarrar, espalmou vários tiros à meia altura (esses chutes são a nossa alegria – goleiros adoram tiros assim), não arriscou na reposição de bolas, ou seja, não fez nada que pudesse comprometer. E olha que ele foi muito exigido. Principalmente, nos primeiros 20 minutos do segundo tempo. Não fez nada espetacular, mas a quantidade de defesas foi muito, mas muito grande mesmo. E é nessas horas que o goleiro mostra que joga. Regularidade é a palavra. Não adianta fazer três ou quatro milagres e tomar o frango do título. Foi bom de ver a simplicidade desse cara em campo.

 

Marcelo e Fábio fizeram a outra grande disputa da quarta. Fábio se deu melhor no resultado, mas ambos falharam em gols decisivos. Marcelo não saiu no terceiro gol do Cruzeiro e Fábio tomou um gol de falta de Souza que pode decidir a favor do Grêmio essa semifinal no jogo de volta. Fábio lembrou  Carlos (ex-Ponte e ex-Corinthians) que costumava tomar gols de faltas sem sair do lugar, sem tentar ir na bola. A bola veio de muito longe e o posicionamento e saída para a bola de Souza no ato da cobrança davam dicas de que a bola viria por fora da barreira no canto que foi. Não havia porque Fábio achar que fosse de outra maneira. A bola não entrou no ângulo. Fábio falhou. Marcelo deve estar acompanhando do banco esses cruzamentos de frente em tudo que é jogo, devia saber que a solução está no que Marcos e Felipe têm feito. É sair na porrada na bola lá em cima. Não saiu, não tem jeito: é gol. Fazendo justiça no elogio... Cada um deles fez uma defesa linda e sensacional também. Fábio foi buscar um tiro longo de Souza no primeiro tempo. Chute a meia-altura, mas muito no canto. Fábio trocou de mão e foi perfeito. É possível ver na câmara lenta o quanto ele voou para chegar naquela bola. Marcelo foi buscar uma cabeçada que o encobriu. Fez aquilo que se deve fazer quando se percebe que não vai se alcançar a altura que a bola está chegando no goleiro, e então pulou para trás para dar o tapa quando ela estava caindo no gol. Bela defesa e ainda atrapalhada por um zagueiro. Um a um em defesas e um a um em frangos.

 

Faz tempo que não falo de canalhas e imbecís, mas não consigo me calar nesse episódio do Senado. E aí, seu otário? Tem gente que vc elegeu lá? Rsrsrsrs Chuuuupa! Vota em outro nas próximas eleições, vota. Põe outro lá para fazer igual. rsrsrsrs Vota. Imbecil!!!! rsrsrsrsr

 

Milk-shake de baunilha

Júlio César não vem fazendo na Copa das Confederações o que vem fazendo nas Eliminatórias. Ontem, praticamente, assistiu o jogo e nas duas bolas em que foi exigido, foi mal. Deu uma saída com os pés bizarra e só não sofreu o gol porque Luizão salvou a bomba em direção ao gol. Buffon fez três defesas magníficas (duas com os pés) antes de o Brasil marcar o primeiro, depois não teve o que fazer nas finalizações de Luís Fabiano e Dosseta. Eu esperava ver mais dos goleiros, mas os jogadores de linha estão cada vez piores e ficamos nisso.

 

No Pacaembú Felipe esteve mal também. Rebateu duas bolas fáceis de longa distância e de resto assistiu seu time dar olé no time de Dênis. Ao que tudo indica Rogério Ceni vai voltar em 2010 para colocar o São Paulo de volta na série A do Brasileirão. No ritmo que vai Dênis desce com o time. O garoto nada pôde fazer no primeiro gol, mas talvez pudesse ter tirado a falta ou a cabeçada fraca de Jucilei.

 

Biscoito colorido de polvilho (padaria que fica na esquina da travessa que liga a Guaicurus na Clélia na altura do SESC Pompéia – e tem uns lanches...)  

Sensacional a participação de Felipe na decisão da Copa do Brasil. As saídas que ele deu em duas entradas de atacantes com bolas dominadas foram muito boas. Fechou o ângulo na hora certa e fez com que os caras chutassem perto para que pudesse , no bom reflexo que tem, defender com os pés. Lauro fez uma defesa monumental em toque de Ronaldo na pequena área. No gol de Ronaldo, que parece uma bola defensável, não havia o que fazer. Ronaldo é mestre em puxar a bola indicando chute num canto e batendo no outro. Fica impossível.

 

Fábio do Cruzeiro assistiu o jogo contra o São Paulo de Dênis. O jovem do Tricolor Paulista nada podia fazer no tiro de fora da área de Henrique da Raposa Mineira. O lance foi repetido dos quatro ângulos possíveis e mostra a impossibilidade da defesa.

 

Bruno do Flamengo esteve naqueles dias que até jogando entre crianças não pegaria nada. Impressionante o que ele fez contra o Coritiba. Acho que não é uma má-fase de longa data, porém talvez seja hora de mudar de clube ou sentar um pouco no banco para não se expôr tanto.

 

Vou torcer por uma final de Estudiantes e Grêmio para ver Anduja e Vítor numa final de Libertadores.

 

Pizza de Mussarela da padaria Deola na Cerro-Corá

O que dizer de Júlio César? Quatro defesas inacreditáveis. O que dizer de Fábio Costa? Acho que nada. Os juízes é que são complacentes demais com alguém violento como ele. Acho que ele está certo quando sai daquele jeito para se defender, mas quando sai para matar, como fez com Gustavo Nery, que provavelmente encerrou carreira nesse lance, não há o que dizer a não ser lamentar que Fábio continuará “jogando”, enquanto Gustavo Nery convalecerá por um bom tempo.

 

Vieira do Uruguai não deu apenas uma de Waldir Perez (frango parecidíssimo com o do goleiro brasileiro contra a Rússia em 82) no primeiro frango contra o Brasil, mas falhou feio também no gol de Luís Fabiano. Sim, foi uma paulada, mas ele se ajoelhou no lance. Ajoelhou antes do chute, abrindo espaço e não fechando como Rogério Ceni faz quando se ajoelha. Os goleiros deram a vitória ao Brasil no Uruguai. Júlio César com quatro defesas impossíveis e Vieira com dois frangos.

 

Magrão esteve irreconhecível contra o Flamengo. Deitou no primeiro gol e não saiu da linha no segundo. A sorte dele é que Bruno também estava irreconhecível do outro lado: levou um frangaço no primeiro gol, e no segundo gol do Sport errou exatamente como Magrão erro no segundo gol do Flamengo. Repare nos lances. Mas como vida de goleiro é da merda ao sucesso e vice-versa em um mesmo jogo, Magrão fez um lindo lançamento com os pés no lance que originou o quarto gol do Sport e Bruno fez uma defesa maravilhosa na tentaiva do meio-campista do Sport em encobri-lo em chute de antes do meio de campo. Bruno dá uma lição de técnica no lance, correndo de costas para o gol sem tirar o olho da bola, pulando no tempo certo, batendo na bola com a força precisa e caindo sem risco de lesão. Lance que deve ficar guardado na memória dele para sempre.

 

E o ex-goleiro Leão lavou a alma contra o Flamengo, que não aceita o primeiro título de Leão como técnico, quando este estava no Sport em 87. O Flamengo fugiu do jogo decisivo e o Sport foi considerado campeão, mas o Brasil inteiro (exceto torcedores do Sport) considera o Flamengo campeão daquele ano.

 

Porção de ovo de codorna e azeitona verde do Novo Caviar. Como abertura: amendoim Ching sabor pimenta.

 

 

Estou sem sorte para ver esse Vítor do Grêmio jogar. Contra o Vitória ele deixou de sair numa bola no alto no centro da pequena área aos 10 min, e não se adiantou em um lance que o atacante desfere um tiro da meia lua aos 17 min. Se tivesse dado um passo a frente teria evitado que a bola batesse em sua trave esquerda. Depois rebateu bem um tiro de longe no seu canto esquerdo e ainda no primeiro tempo saiu fechando o ângulo em uma entrada pela sua esquerda rebatendo um tiro dado em cima dele. No segundo tempo não fez quase nada e não podia mesmo evitar o gol, em tirambaço que ainda teve um leve desvio levantando ainda mais a bola. O colombiano Viáfora do Vitória fez duas boas defesas, mas é um goleiro mediano apenas.
 
Nhoque ao sugo.
E o garoto no gol do São Paulo não aguentou a pressão cruzeirense no baile que o São Paulo levou no Mineirão. Dênis fez 9 defesas. Entre elas uma saída cinematográfica em cruzamento muito alto na sua área, que ele encaixou lá em cima lembrando os vôos de Waldir Perez nas bombas de Baroninho na década de 80. Saiu jogando muito bem com as mãos em vários lances, mas errou nos lançamentos com os pés. E no segundo gol deixou passar uma bola difícil, porém defensável. Fabio ganhou o jogo em três boas defesas entre as quatro que fez no jogo, mas rebateu mal a bola que terminou em gol para o São Paulo. O interessante foi que no outro jogo (Vasco x Corinthians) o Felipe praticamente mostrou ao Fábio como se deve espalmar uma bola em lance muito parecido. Felipe dobrou seu pulso para trás levando a bola a sair pela linha de fundo, enquanto Fábio espalmou com o pulso dobrado para frente deixando a sobra para Washington.
 
Fernando Prass no Vasco foi bem contra o Corinthians, apesar do gol defensável que levou. Duas belíssimas defesas em chutes de pequena distância. Felipe foi um monstro. Cinco defesas, quatro dificílimas, incluindo uma "a la Marcos", caindo para um lado e deixando o pé do outro para assim defender com o pé que "sobrou".
 
Hoje tem Andújar, o excelente goleiro do Estudiantes em um jogo e nosso Marcos no outro. Martin Silva do Defensor também pode ser atração se repetir as boas defesas que fez contra o Boca na Bombonera.
 
Arroz branquinho com pimentão recheado de carne moída.
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