Hoje é Dia do Goleiro. Um milico criou o Dia do Goleiro na volta da Copa de 74. Não sei mais onde vi essa informação, mas pode conferir.
Mariones falou que lembra do pai dele comentando goleiros lendo esse blog. Mande uma história do véio, Mario.
Na Placar desse mês saiu mais uma pérola sobre o meu Juventus. Oceania foi o primeiro goleiro no Brasil a marcar gol. E não foi no estilo Rogério Ceni (erra penalti manda voltar até marcar). Foi de área a área. E o Oceania só soube que tinha marcado o gol quando os companheiros vieram para cima dele. E ele disse: "o que foi?" e os caras: "Gol!" e ele "De quem?" e os caras: "Seu!" Esse era o futebol. Coisa linda. Foi num jogo entre Juventus e São Bento, se minha cabeça não estiver me sacaneando.
Caipiríssima de limão com maracujá.
E o Bruno do Flamengo, que na única bola que foi em seu gol fez uma bela d'uma cagada, acabou saindo como herói marcando um gol de falta no fraquíssimo goleiro do Bolognesi. A cagada do Bruno saiu numa bola cruzada que caiu no bico da pequena área e ele não foi interceptar. O cara cabeceou no peito dele, que não conseguiu segurar, e que depois com muita coragem se atirou aos pés do atacante e ficou firme com a bola. O pobre cabeludo do Bolognesi largou todas as bolas que foi no seu gol. Todas. Parecia jogador de linha substituindo goleiro expulso. Para finalizar toma um gol de bola atrasada no canto dele na falta chutada por um goleiro.
Rogério Ceni tomou outro frangaço, desta vez contra o Nacional da Colômbia. Para sorte dele o bandeirinha fez uma cagadaça e anulou o gol. Uma falta cobrada do meio da rua, Rogério soltou bizonhamente na pequena área e no rebote os caras empataram o jogo. Bandeirinha amigo anulou o gol.
Pé-de-moleque feito com gergelim no lugar do amendoim.
Marcos brilhou muito contra o São Paulo. O campo molhado instigou os atacantes sãopaulinos a chutarem de fora da área e Marcos fez defesas perfeitas para a esquerda e para a direita em bolas que vinham quicar quando estavam próximas do gol. Na maioria dos lances foi com as duas mãos na bola, jogando para a lateral da área com consciência. Para completar a mais sensacional de todas as defesas veio num levantamento de Jorge Wagner direto para o gol. Marcos ia saindo e voltou para dar um tapa de mão trocada no ar. Saiu várias vezes lá no alto no meio da grande área com perfeição. Encaixou uma bomba à meia-altura do lado esquerdo do gol com uma técnica brilhante caindo com a bola no peito. Bateu tiros de meta sem erros de passe. Porém, ainda falha no estilo Fábio Costa quando dá chutões em bolas que podem ser defendidas com as mãos. Ontem fez isso duas vezes. Numa delas a bola bateu em Jorge e foi para a linha de fundo. Podia ter ido para o meio da área. Na outra foi ainda pior. Chutou no corpo do seu defensor Leandro e quase viu a bola entrar por cobertura. Ganhou o jogo com defesas brilhantes, mas poderia ter perdido se não fosse a sorte nos chutões.
Rogério Ceni foi um fiasco. Tomou um dos maiores frangos da história do São Paulo e não admitiu o erro. Já é o terceiro campeonato que Rogério dá para o adversário. Em início de carreira tomou um gol no meio das pernas contra o Corinthians em uma final, entregou bobamente a Libertadores para o Internacional soltando um cruzamento de pelada, e ontem leva esse frangaço. Para piorar deu chapeleta no Alex e depois deu tapa na cara do Valdívia por ter sido humulhado de novo pelo chileno. Se não quer ser humilhado, não humilhe. Eu acho que ambos têm que mostrar o que sabem fazer de artístico no futebol. Minha crítica é em relação a reação de Ceni contra o Valdívia, já que ele também fez gracinha. Ceni tem que chapelar e Valdívia tem que dar olé e fazer golaço.
Aranha foi sensacional contra o Guará. Duas defesas de espalmar e pegar o rebote. Um penalti bem defendido e sem culpa no gol. A primeira defesa que gerou pegar rebote pode ter sido falha, mas o espetáculo das demais acabou apagando o erro. Aranha é irregular. Fez bobagens durante o campeonato. Mas não há dúvida que vai ser de arrepiar o duelo Marcos x Aranha nas finais.
No Rio uma final ridícula. Nenhuma defesa. Nenhuma defesa dos goleiros cariocas. Castillo (uruguaio que vou chamar de carioca, enquanto jogar no Rio) continua uma incógnita. É espalhafatoso, falastrão, sai com perigo muitas vezes e ainda não vi fazer um grande jogo. Fernando Henrique tem mais frangos do que defesas na carreira. Uma final às vezes cria um novo astro do gol, como foi com Aranha contra o Guará, mas no Rio nem uma defesa sequer pudemos ver. Agora é esperar o duelo Castillo x Bruno para ver se sai jogo no gol. Minha aposta é no Bruno jogando mais, porém com o Botafogo saindo campeão. espero estar errado.
Gelatina em estado semí-líquido - semi-sólido.
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, VILA LEOPOLDINA, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, English, Esportes, Livros
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