Que decisão de goleiros ontem na Copa do Brasil!!!! Goleiro ganha jogo e ganha título. Magrão não pode mais ser lembrado como o cara que levou o 1.000º de Romário, e sim como o cara que levou o Sport à Copa Libertadores e ao título inédito da Copa do Brasil. Duas defesas em chutes cara a cara em finalizações de Herrera e de Acosta. Uma defesa de cinema em uma cabeçada que foi no chão e depois na direção do ângulo esquerdo dele. E a jogada mais espetacular: uma bola que ia para escanteio, vindo de altura muito grande, caindo rente à linha de fundo lá no canto esquerdo da sua grande área, ele corre, corre muito e com a chapa do pé esquerdo evita o escanteio. Magrão campeão!!!
Felipe falhou no segundo gol. Falta experiência ao goleiro do Corinthians. Numa jogada daquelas ou sai na cabeça do atacante ou espera parado de pernas fechadas. Qualquer outra opção tem o risco muito grande da bola entrar. No jogo todo ele não foi o Felipe de outras ocasiões. Estava nervoso, como todo o time.

Na foto que eu tento colocar no blog (você só a vê, se o Lucas conseguiu fazer isso para mim) está o excelente Peter Cech da República Tcheca em foto de divulgação da Eurocopa. Vale lembrar que o tamanho real da foto é o tamanho de uma roda gigante mesmo.
Pastel especial!!
Começou a Eurocopa. Buffon, Lehmann, Van der Sar, Ricardo... Por enquanto, a melhor estréia foi de Van der Sar. Três defesas encaixando a bola e uma espalmada espetacular em uma bomba italiana. A primeira defesa foi a melhor. A bola passou entre as pernas do zagueiro holandês e apareceu de repente na frente de Van detr Sar que foi muito ágil em defender em dois tempos. Buffon errou no primeiro gol da Holanda ao socar a bola para a quina da área, quando poderia ter socado para a lateral do campo. Depois fez uma grande defesa em saída no meio da grande área caindo para um lado e esticando a perna para o outro. No fim do jogo ainda deu outra saída na quina da grande área, rebateu uma bola difícil, mas levou o gol no rebote atrapalhado pelo seu zagueiro. É uma merda zagueiro que tenta salvar gol e atrapalha goleiro que pode defender a bola. O polonês fez uma defesaça em chute de Ballack. Podolski fez o gol mais bonito em uma bomba sem pulo. Os melhores lances estão na Globo.com. Ah, o goleiro romeno foi muito bem contra a França. Encaixou três chutes de dentro da área. Tá pintando um grande campeonato de goleiros.
Aqui no Brasil o destaque vai para um erro gravíssimo do juiz de Cruzeiro e Vasco. Thiago deu um tapa na bola e pegou a gorducha logo depois. O juiz interpretou que ele pegou a bola, soltou no chão, e depois pegou de novo. Um erro crasso que originou o único gol do jogo. Para mim é caso de anulação da partida, aposentadoria do juiz e multa elevadíssima para a comissão de arbitragem. Tiago fez um bom jogo contra o Cruzeiro. A cagada do árbitro não manchou sua performance.
Arroz, feijão e bife à milaneza.
Ótima idéia essa do Lima. Vamos criar nesse espaço uma enquete para termos o melhor e o pior goleiro de cada campeonato. O Lima diz que o pior não interessa, mas eu acho até que vale mais ser eleito o pior goleiro, do que não ser reconhecido como goleiro. Eu vi alguns caras jogar no gol (ou melhor, estrarem em campo), que para mim eram "homens uniformizados de goleiros", e não goleiros mesmo. Por exemplo, teve um cara que jogou uma única vez na vida em São Januário. Foi um São Paulo e Vasco. Rogério foi expulso e entrou esse cara. Devia estar na arquibancada, sei lá, ou talvez até fosse um dos gândulas. Eu sei que uniformizaram o cara e o São Paulo apanhou de 7 x 1. Quem lembra o nome dele? Outro para mim que não foi goleiro, e agora o Lima vai ficar puto, era o Tobias do Corinthians. No Rio passaram muitos não-goleiros: o botafoguense que fez a final do brasileiro com o Santos, aquela final que o Carlos Simon ganhou fazendo tabelinhas com o Túlio Maravilha. Como chamava aquele? Não sei se minha memória está ruim hoje ou se ela apaga os não-goleiros. Um não-goleiro de expressão internacional era o Goycochea, argentino que ficou famoso em uma Copa por rebater penaltis. Ele era tão não-goleiro, que quando entrou no lugar do Pumpido (que fraturou a perna numa dividida no primeiro jogo da Copa), veio um lançamento pelo alto em direção à quina direita da pequena área do Goyco. Ele correu para pegar sem olhar para a bola. De costas para o lance, a bola bateu na nuca dele. Esse lance é inesquecível. Anos depois tive a oportunidade de vê-lo uniformizado em um Argentina 3 x 2 Brasil na Copa América de 91 no Chile. Eu estava lá no estádio. Taffarel tomou dois frangaços de longa distância e o Goyco saiu de bonitão vitorioso vestido todo de rosa. Uniformizado com um rosa fluorescente. É sério.
Chocolante Crunch com leite gelado ou Laka com vinho branco gelado.
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