O que dizer de Júlio César? Quatro defesas inacreditáveis. O que dizer de Fábio Costa? Acho que nada. Os juízes é que são complacentes demais com alguém violento como ele. Acho que ele está certo quando sai daquele jeito para se defender, mas quando sai para matar, como fez com Gustavo Nery, que provavelmente encerrou carreira nesse lance, não há o que dizer a não ser lamentar que Fábio continuará “jogando”, enquanto Gustavo Nery convalecerá por um bom tempo.

 

Vieira do Uruguai não deu apenas uma de Waldir Perez (frango parecidíssimo com o do goleiro brasileiro contra a Rússia em 82) no primeiro frango contra o Brasil, mas falhou feio também no gol de Luís Fabiano. Sim, foi uma paulada, mas ele se ajoelhou no lance. Ajoelhou antes do chute, abrindo espaço e não fechando como Rogério Ceni faz quando se ajoelha. Os goleiros deram a vitória ao Brasil no Uruguai. Júlio César com quatro defesas impossíveis e Vieira com dois frangos.

 

Magrão esteve irreconhecível contra o Flamengo. Deitou no primeiro gol e não saiu da linha no segundo. A sorte dele é que Bruno também estava irreconhecível do outro lado: levou um frangaço no primeiro gol, e no segundo gol do Sport errou exatamente como Magrão erro no segundo gol do Flamengo. Repare nos lances. Mas como vida de goleiro é da merda ao sucesso e vice-versa em um mesmo jogo, Magrão fez um lindo lançamento com os pés no lance que originou o quarto gol do Sport e Bruno fez uma defesa maravilhosa na tentaiva do meio-campista do Sport em encobri-lo em chute de antes do meio de campo. Bruno dá uma lição de técnica no lance, correndo de costas para o gol sem tirar o olho da bola, pulando no tempo certo, batendo na bola com a força precisa e caindo sem risco de lesão. Lance que deve ficar guardado na memória dele para sempre.

 

E o ex-goleiro Leão lavou a alma contra o Flamengo, que não aceita o primeiro título de Leão como técnico, quando este estava no Sport em 87. O Flamengo fugiu do jogo decisivo e o Sport foi considerado campeão, mas o Brasil inteiro (exceto torcedores do Sport) considera o Flamengo campeão daquele ano.

 

Porção de ovo de codorna e azeitona verde do Novo Caviar. Como abertura: amendoim Ching sabor pimenta.

 

 

Estou sem sorte para ver esse Vítor do Grêmio jogar. Contra o Vitória ele deixou de sair numa bola no alto no centro da pequena área aos 10 min, e não se adiantou em um lance que o atacante desfere um tiro da meia lua aos 17 min. Se tivesse dado um passo a frente teria evitado que a bola batesse em sua trave esquerda. Depois rebateu bem um tiro de longe no seu canto esquerdo e ainda no primeiro tempo saiu fechando o ângulo em uma entrada pela sua esquerda rebatendo um tiro dado em cima dele. No segundo tempo não fez quase nada e não podia mesmo evitar o gol, em tirambaço que ainda teve um leve desvio levantando ainda mais a bola. O colombiano Viáfora do Vitória fez duas boas defesas, mas é um goleiro mediano apenas.
 
Nhoque ao sugo.
E o garoto no gol do São Paulo não aguentou a pressão cruzeirense no baile que o São Paulo levou no Mineirão. Dênis fez 9 defesas. Entre elas uma saída cinematográfica em cruzamento muito alto na sua área, que ele encaixou lá em cima lembrando os vôos de Waldir Perez nas bombas de Baroninho na década de 80. Saiu jogando muito bem com as mãos em vários lances, mas errou nos lançamentos com os pés. E no segundo gol deixou passar uma bola difícil, porém defensável. Fabio ganhou o jogo em três boas defesas entre as quatro que fez no jogo, mas rebateu mal a bola que terminou em gol para o São Paulo. O interessante foi que no outro jogo (Vasco x Corinthians) o Felipe praticamente mostrou ao Fábio como se deve espalmar uma bola em lance muito parecido. Felipe dobrou seu pulso para trás levando a bola a sair pela linha de fundo, enquanto Fábio espalmou com o pulso dobrado para frente deixando a sobra para Washington.
 
Fernando Prass no Vasco foi bem contra o Corinthians, apesar do gol defensável que levou. Duas belíssimas defesas em chutes de pequena distância. Felipe foi um monstro. Cinco defesas, quatro dificílimas, incluindo uma "a la Marcos", caindo para um lado e deixando o pé do outro para assim defender com o pé que "sobrou".
 
Hoje tem Andújar, o excelente goleiro do Estudiantes em um jogo e nosso Marcos no outro. Martin Silva do Defensor também pode ser atração se repetir as boas defesas que fez contra o Boca na Bombonera.
 
Arroz branquinho com pimentão recheado de carne moída.
O Valdez fez uma grande defesa saindo nos pés do Cristiano Ronaldo no segundo tempo, mas largou uma bola que não se larga em cobrança de falta logo no início do jogo. Não sou fã do Valdez. Não acho que ele seja goleiro para um time como o do Barça. Van Der Sar jogou muito, apesar de ter falhado em um cruzamento fraco no segundo tempo também. Fez defesas seguras e rebateu várias bolas. Ainda me impressiono vê-lo jogando com os pés. É bom demais.
 
O Pedro pede para eu comentar a convocação dos goleiros para a seleção brasileira pelo dunga (tudo em letra minúscula). Eu não consigo entender a cabeça do dunga. Se o Júlio precisar ser substituído em jogo de eliminatória, ele vai colocar o Gomes? O Gomes deve estar numa falta de confiança danada pelas críticas que vem recebendo na Inglaterra. E o Vítor...? Vi alguns jogos dele e não vi nada. Talvez eu tenha dado azar, não sei. Eu teria chamado Júlio como titular e para o banco Marcos como primeiro reserva e um entre Renan, Bruno, Felipe ou Diego.
 
Biscoito de polvilho com achocolatado gelado.
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