E o Muñoz do Nacional do Uruguai está calando minha boca. Ele não é um goleiro com técnica, mas está levando seu time cada vez mais longe na Libertadores. Ontem fez uma bela partida contra o Estudiantes do grande Andujar. Fez até uma dupla defesa em duas pauladas de dentro da área e outra espetacular aos 43 do segundo tempo. Seu time perdeu só de 1x0 e agora vai com certa tranquilidade decidir em casa quem vai pegar o brasileiro na final.

 

Júlio César também calou minha boca, que tinha proferido a bosta de que ele não vinha fazendo uma boa Copa das Confederações (mas não vinha mesmo). Ontem foi esplendoroso. Fez o que se pode chamar de milagre ao dar um tapa em uma bola que havia sido desviada em Luizão, e que ia bater na sua trave esquerda. Inacreditável como ele se recuperou e como voou para tocar naquela bola. Outra coisa impressionante foi como “ele está” em todo lance. Em dois chutes perigosos ele voou e não chegou na bola só porque a bola não foi no gol, porque se fosse ele teria tirado. Pelas imagens em câmara lenta você percebe como ele chegou até o limite de onde a bola, se ali passasse, entraria se aquela mão não estivesse lá. Em outros dois lances ele voou e “tirou a mão” quando percebeu que a bola ia para fora evitando ceder escanteio desnecessário. Ele está tão bem que está se dando ao luxo de ir na bola e saber se deve ou não tocar nela, quando está no alto, percendo onde ela vai passar. Prestem atenção nisso nos replays em câmara lenta por trás do gol.

 

Eu ainda não tinha visto esse Khune da Africa do Sul jogando de forma tão ativa. Ele me impressionou muito pelo fato de não rebater a bola. Ele encaixou quatro tiros no gol dados por Luís Fabiano, Kaká, Ramires e André Santos. Só que não foram tiros no seu peito ou na barriga ou no ventre ou entre as pernas. Foram tiros laterais, em que ele fez ponte para pegar, sendo que o último deles, no chute de Kaká, foi no canto esquerdo baixo e ele segurou também,. No lance do gol é legal observar como ele não se mexe antes do Daniel bater na bola. Dá para ver na câmara do chão que fica atrás do Daniel, que ele só sai do chão quando a bola é chutada. E só não pegou por muito pouco . E uma falta batida dali naquela altura do jogo, quase sempre, mas quase sempre mesmo, nos mostra o goleiro dar um passinho ou a menção de um passinho para um lado ou para o outro antes da definição do batedor. Ele foi tecnicamente perfeito e só saltou na definição da batida. Só não pegou porque o Daniel acertou de um  jeito que só vai acertar de novo em outra vida. Vamos ver se ele não segue o destino de outros africanos que fizeram história, mas que se deixaram levar pela força da fama e passaram a ser frangueiros por tentarem ser espalhafatosos demais. Como eles são mais leves e mais ágeis a tendência à espalhafatar é maior do que a dos goleiros dosdemais continentes.

 

Peixe com fritas do Drake’s Pub

Casillas e Howard. Deu Howard. Que surpresa… Casillas ainda falhou no primeiro gol. Caiu para o lado esquerdo antes do chute do americano e aí não teve como voltar. Howard fez um jogo sem falhas. Ele jogou muito simples. Socou bolas que achou difícil agarrar, espalmou vários tiros à meia altura (esses chutes são a nossa alegria – goleiros adoram tiros assim), não arriscou na reposição de bolas, ou seja, não fez nada que pudesse comprometer. E olha que ele foi muito exigido. Principalmente, nos primeiros 20 minutos do segundo tempo. Não fez nada espetacular, mas a quantidade de defesas foi muito, mas muito grande mesmo. E é nessas horas que o goleiro mostra que joga. Regularidade é a palavra. Não adianta fazer três ou quatro milagres e tomar o frango do título. Foi bom de ver a simplicidade desse cara em campo.

 

Marcelo e Fábio fizeram a outra grande disputa da quarta. Fábio se deu melhor no resultado, mas ambos falharam em gols decisivos. Marcelo não saiu no terceiro gol do Cruzeiro e Fábio tomou um gol de falta de Souza que pode decidir a favor do Grêmio essa semifinal no jogo de volta. Fábio lembrou  Carlos (ex-Ponte e ex-Corinthians) que costumava tomar gols de faltas sem sair do lugar, sem tentar ir na bola. A bola veio de muito longe e o posicionamento e saída para a bola de Souza no ato da cobrança davam dicas de que a bola viria por fora da barreira no canto que foi. Não havia porque Fábio achar que fosse de outra maneira. A bola não entrou no ângulo. Fábio falhou. Marcelo deve estar acompanhando do banco esses cruzamentos de frente em tudo que é jogo, devia saber que a solução está no que Marcos e Felipe têm feito. É sair na porrada na bola lá em cima. Não saiu, não tem jeito: é gol. Fazendo justiça no elogio... Cada um deles fez uma defesa linda e sensacional também. Fábio foi buscar um tiro longo de Souza no primeiro tempo. Chute a meia-altura, mas muito no canto. Fábio trocou de mão e foi perfeito. É possível ver na câmara lenta o quanto ele voou para chegar naquela bola. Marcelo foi buscar uma cabeçada que o encobriu. Fez aquilo que se deve fazer quando se percebe que não vai se alcançar a altura que a bola está chegando no goleiro, e então pulou para trás para dar o tapa quando ela estava caindo no gol. Bela defesa e ainda atrapalhada por um zagueiro. Um a um em defesas e um a um em frangos.

 

Faz tempo que não falo de canalhas e imbecís, mas não consigo me calar nesse episódio do Senado. E aí, seu otário? Tem gente que vc elegeu lá? Rsrsrsrs Chuuuupa! Vota em outro nas próximas eleições, vota. Põe outro lá para fazer igual. rsrsrsrs Vota. Imbecil!!!! rsrsrsrsr

 

Milk-shake de baunilha

Júlio César não vem fazendo na Copa das Confederações o que vem fazendo nas Eliminatórias. Ontem, praticamente, assistiu o jogo e nas duas bolas em que foi exigido, foi mal. Deu uma saída com os pés bizarra e só não sofreu o gol porque Luizão salvou a bomba em direção ao gol. Buffon fez três defesas magníficas (duas com os pés) antes de o Brasil marcar o primeiro, depois não teve o que fazer nas finalizações de Luís Fabiano e Dosseta. Eu esperava ver mais dos goleiros, mas os jogadores de linha estão cada vez piores e ficamos nisso.

 

No Pacaembú Felipe esteve mal também. Rebateu duas bolas fáceis de longa distância e de resto assistiu seu time dar olé no time de Dênis. Ao que tudo indica Rogério Ceni vai voltar em 2010 para colocar o São Paulo de volta na série A do Brasileirão. No ritmo que vai Dênis desce com o time. O garoto nada pôde fazer no primeiro gol, mas talvez pudesse ter tirado a falta ou a cabeçada fraca de Jucilei.

 

Biscoito colorido de polvilho (padaria que fica na esquina da travessa que liga a Guaicurus na Clélia na altura do SESC Pompéia – e tem uns lanches...)  

Sensacional a participação de Felipe na decisão da Copa do Brasil. As saídas que ele deu em duas entradas de atacantes com bolas dominadas foram muito boas. Fechou o ângulo na hora certa e fez com que os caras chutassem perto para que pudesse , no bom reflexo que tem, defender com os pés. Lauro fez uma defesa monumental em toque de Ronaldo na pequena área. No gol de Ronaldo, que parece uma bola defensável, não havia o que fazer. Ronaldo é mestre em puxar a bola indicando chute num canto e batendo no outro. Fica impossível.

 

Fábio do Cruzeiro assistiu o jogo contra o São Paulo de Dênis. O jovem do Tricolor Paulista nada podia fazer no tiro de fora da área de Henrique da Raposa Mineira. O lance foi repetido dos quatro ângulos possíveis e mostra a impossibilidade da defesa.

 

Bruno do Flamengo esteve naqueles dias que até jogando entre crianças não pegaria nada. Impressionante o que ele fez contra o Coritiba. Acho que não é uma má-fase de longa data, porém talvez seja hora de mudar de clube ou sentar um pouco no banco para não se expôr tanto.

 

Vou torcer por uma final de Estudiantes e Grêmio para ver Anduja e Vítor numa final de Libertadores.

 

Pizza de Mussarela da padaria Deola na Cerro-Corá

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