O Lehmann fez algumas boas defesas contra a Espanha, mas errou no gol. Saiu deitadão, permitindo o fácil toque do fraco Torres por cima dele. Era uma bola para esperar um pouco mais para deitar, pois havia ainda a proteção do zagueiro. Foi feio. As boas defesas foram em lance de puro reflexo, tipo goleiro de futsal. A primeira logo no começo do jogo em uma bola quase que chutada pelo seu zagueiro contra seu próprio gol. Lehmann levantou a mão direita e fez espetacular defesa. No segundo tempo uma cabeçada à queima-roupa e outra defesa sensacional com um tapa de mão direita para cima, que terminou em escanteio. Casillas quase não fez nada. Saiu bem do gol em duas oportunidades. Lá no alto no meio dos grandalhões alemães. Saiu bem sem dúvidas, com firmeza, mas não fez defesas de ganha-título. O problema de Casillas ainda é a reposição de bola. No último segundo jogou uma bola pela lateral. Podia dar o contra-ataque do empate, mas o juiz terminou o jogo na saída da bola pela linha do campo.
Aqui no Brasil vi duas defesaças do Marcos contra o Náutico. Defesas que parecem tranquilas, mas que se entrassem ninguém diria que foi frango. Numa delas ele mostrou o que vale a experiência. Veio escorregando pelo gramado com as pernas e os braços abertos e tocou de palma da mão o tiro rasteiro que vinha no seu cantinho esquerdo para fora. Por que os braços e as pernas abertas? Para dar mais impulsão e chegar lá naquele cantinho baixo. Grande defesa sem aparecer muito. Ele riu, ou melhor, gargalhou depois desse lance.
Pastel da barraca da Ideli no Guarujá.

A imprensa não entende de goleiro mesmo. Dizer que o Casillas foi o melhor jogador em campo é um absurdo. Buffon foi de longe o nome do jogo. Buffon sai do gol no alto como poucos. É preciso ter o porte dele para dividir no ar como ele divide. Soca a bola no meio de um monte de gente, segura ela no ar, e é de uma segurança sem fim. Seu erro: o mesmo erro de Khan na final de 2004. Excesso de confiança. Quase levou um frango na bomba de Marcos Senna. Não era uma bola para encaixar. Era para espalmar. Porém, naquele momento do jogo, com o tanto que ele estava jogando, foi todo auto-confiante e a bola lhe escapou. Exatamente a mesma coisa que aconteceu com Khan no chute de Rivaldo, que originou a escapadela para Ronaldo tocar para dentro e matar a Alemanha. Buffon teve mais sorte. Chegou na bola que lhe escapou. E não estou errado no que estou dizendo. Não me digam "Chegou nada, a bola bateu na trave." Ele chegou, sim. Foi para dar um tapa na bola, mas quando percebeu que bateria na trave, esperou para pegá-la sem a necessidade de tocá-la para escanteio. Um mestre até num lance nervoso.
Claro que Casillas foi essencial na vitória. Não discordo. Só não acho que jogou tanto quanto Buffon. E aos 12 minutos do segundo tempo da prorrogação saiu jogando afoitamente pelo lado direito de seu time, e provocou um contra-ataque italiano, que poderia ter sido o fim da Espanha. Fez aquela defesa com o pé, defesa de reflexo do tipo "goleiro de futsal". Fez a defesa na cabeçada durante a prorrogação, e depois pegou dois penaltis. Tá ótimo. Mas o Buffon foi tecnicamente melhor.
Magrão não mereceu perder para o São Paulo no Morumbi no sábado. O goleiro do Sport estava pegando tudo. Tudo mesmo. No chão, no alto, saindo bem do gol, e no fim o bate-rebate dentro da área resultou num tiro à queima-roupa indefensável.
Fábio Costa voltou a fazer das suas. Saiu feito louco e fez penalti infantil que resultou no terceiro gol do Goiás. Também cagou na bola que levou no meio das canetas no segundo gol goiano. O Buffon deu uma saída em um lance parecido, porém com as pernas devidamente fechadas, e a bola bateu nas suas canelas e saiu. O goleiro Leão deve estar rindo em casa.
Só não posso deixar de fazer justiça e dizer que jogar contra um Villa da Espanha é muito mais fácil do que jogar contra um Yarlei ou Romerito do Goiás. E eu falo sério. Os europeus são os melhores marketeiros do mundo em termos de futebol. Qualquer peladeiro no Brasil, mas qualquer um mesmo, joga muito mais que Luca Toni da Itália e do que os dois atacantes espanhóis de ontem. Puta-que-o-pariu, como são ruins.
Biscoito de polvilho doce (lembrando meu amigo, Paulo Manoel...)
Abondanzieri!!!!! O que esse cara jogou ontem não foi brincadeira. E o que ele fez de melhor não foram as defesas nos dois chutes de Júlio Batista, foram as reposições de bola. Vocês prestaram atenção em como esse goleiro repõe a bola maravilhosamente bem. Ele se põe meio de lado, quase paralelo ao chão (O Rogèrio Ceni também faz assim, e também tem um bom aproveitamento) e joga a bola em quase 100% das vezes no pé do argentino lá na frente. O time já joga esquematizado para receber os lançamentos dele.
Júlio César deixou mais uma bola cruzar a pequena área como aquela que resultou no primeiro gol do Paraguai. Fez uma boa defesa no fim do jogo em um chute de fora da área do Messi. A bola foi para o lado esquerdo dele, quando ele esperava na direita, mas ainda assim se contorceu para espalmar. Foi uma bola bem difícil, embora não tenha parecido.
Empada de frango do Fran's Café da Fnac.
Que decisão de goleiros ontem na Copa do Brasil!!!! Goleiro ganha jogo e ganha título. Magrão não pode mais ser lembrado como o cara que levou o 1.000º de Romário, e sim como o cara que levou o Sport à Copa Libertadores e ao título inédito da Copa do Brasil. Duas defesas em chutes cara a cara em finalizações de Herrera e de Acosta. Uma defesa de cinema em uma cabeçada que foi no chão e depois na direção do ângulo esquerdo dele. E a jogada mais espetacular: uma bola que ia para escanteio, vindo de altura muito grande, caindo rente à linha de fundo lá no canto esquerdo da sua grande área, ele corre, corre muito e com a chapa do pé esquerdo evita o escanteio. Magrão campeão!!!
Felipe falhou no segundo gol. Falta experiência ao goleiro do Corinthians. Numa jogada daquelas ou sai na cabeça do atacante ou espera parado de pernas fechadas. Qualquer outra opção tem o risco muito grande da bola entrar. No jogo todo ele não foi o Felipe de outras ocasiões. Estava nervoso, como todo o time.

Na foto que eu tento colocar no blog (você só a vê, se o Lucas conseguiu fazer isso para mim) está o excelente Peter Cech da República Tcheca em foto de divulgação da Eurocopa. Vale lembrar que o tamanho real da foto é o tamanho de uma roda gigante mesmo.
Pastel especial!!
Começou a Eurocopa. Buffon, Lehmann, Van der Sar, Ricardo... Por enquanto, a melhor estréia foi de Van der Sar. Três defesas encaixando a bola e uma espalmada espetacular em uma bomba italiana. A primeira defesa foi a melhor. A bola passou entre as pernas do zagueiro holandês e apareceu de repente na frente de Van detr Sar que foi muito ágil em defender em dois tempos. Buffon errou no primeiro gol da Holanda ao socar a bola para a quina da área, quando poderia ter socado para a lateral do campo. Depois fez uma grande defesa em saída no meio da grande área caindo para um lado e esticando a perna para o outro. No fim do jogo ainda deu outra saída na quina da grande área, rebateu uma bola difícil, mas levou o gol no rebote atrapalhado pelo seu zagueiro. É uma merda zagueiro que tenta salvar gol e atrapalha goleiro que pode defender a bola. O polonês fez uma defesaça em chute de Ballack. Podolski fez o gol mais bonito em uma bomba sem pulo. Os melhores lances estão na Globo.com. Ah, o goleiro romeno foi muito bem contra a França. Encaixou três chutes de dentro da área. Tá pintando um grande campeonato de goleiros.
Aqui no Brasil o destaque vai para um erro gravíssimo do juiz de Cruzeiro e Vasco. Thiago deu um tapa na bola e pegou a gorducha logo depois. O juiz interpretou que ele pegou a bola, soltou no chão, e depois pegou de novo. Um erro crasso que originou o único gol do jogo. Para mim é caso de anulação da partida, aposentadoria do juiz e multa elevadíssima para a comissão de arbitragem. Tiago fez um bom jogo contra o Cruzeiro. A cagada do árbitro não manchou sua performance.
Arroz, feijão e bife à milaneza.
Ótima idéia essa do Lima. Vamos criar nesse espaço uma enquete para termos o melhor e o pior goleiro de cada campeonato. O Lima diz que o pior não interessa, mas eu acho até que vale mais ser eleito o pior goleiro, do que não ser reconhecido como goleiro. Eu vi alguns caras jogar no gol (ou melhor, estrarem em campo), que para mim eram "homens uniformizados de goleiros", e não goleiros mesmo. Por exemplo, teve um cara que jogou uma única vez na vida em São Januário. Foi um São Paulo e Vasco. Rogério foi expulso e entrou esse cara. Devia estar na arquibancada, sei lá, ou talvez até fosse um dos gândulas. Eu sei que uniformizaram o cara e o São Paulo apanhou de 7 x 1. Quem lembra o nome dele? Outro para mim que não foi goleiro, e agora o Lima vai ficar puto, era o Tobias do Corinthians. No Rio passaram muitos não-goleiros: o botafoguense que fez a final do brasileiro com o Santos, aquela final que o Carlos Simon ganhou fazendo tabelinhas com o Túlio Maravilha. Como chamava aquele? Não sei se minha memória está ruim hoje ou se ela apaga os não-goleiros. Um não-goleiro de expressão internacional era o Goycochea, argentino que ficou famoso em uma Copa por rebater penaltis. Ele era tão não-goleiro, que quando entrou no lugar do Pumpido (que fraturou a perna numa dividida no primeiro jogo da Copa), veio um lançamento pelo alto em direção à quina direita da pequena área do Goyco. Ele correu para pegar sem olhar para a bola. De costas para o lance, a bola bateu na nuca dele. Esse lance é inesquecível. Anos depois tive a oportunidade de vê-lo uniformizado em um Argentina 3 x 2 Brasil na Copa América de 91 no Chile. Eu estava lá no estádio. Taffarel tomou dois frangaços de longa distância e o Goyco saiu de bonitão vitorioso vestido todo de rosa. Uniformizado com um rosa fluorescente. É sério.
Chocolante Crunch com leite gelado ou Laka com vinho branco gelado.
|
||
|
|
||
|
||